É necessário que entendamos que a idéia do Senador é obrigar aos homens públicos a investirem na educação pública.
Sabemos, nossas escolas estão sucateadas.
Os nossos heróis do ensino (os professores) não estão mais resistindo às humilhações, aos improvisos, aos despreparos, a falta de assistência, a incapacidade de sustentarem suas casas, as investidas da sociedade (que os condena como despreparados, como o recente incidente da professora que obrigou ao aluno a pintar a parede que danificara).
Muitos, inclusive, abandonaram as salas de aula, ou por causa do salário, onde o líquido resultante, descontados encargos, passagens e demais despesas decorrentes, o que sobrar, por vezes, nem cobre o salário de uma doméstica ou babá contratada para ocupar o seu lugar no lar; ou por causa da mesma sociedade que não educa os seus filhos em casa e vão criar casos de falsa humilhação quando seus filhos são chamados a responsabilidade; e, enquanto isso os filhos dos políticos freqüentam escolas particulares caríssimas, com sofisticadas estruturas, salas com ar condicionado e todas as mordomias – e pobres freqüentam classes com janelas sem vidros.
De que precisam os homens públicos? Seus filhos estão sendo instruídos no melhor ensino.
O que fazem é criar incentivos aos que ministram o ensino de suas famílias e o sistema público que se lixe; ninguém dos seus dependem dele; e porquê melhorar o ensino público e elevar consideravelmente o número daqueles que no futuro haverão de disputar o mercado de trabalho com os seus?
Então, o espírito da lei do Senador Cristovam, é de impor justiça a todos: os filhos dos peixes grandes terão que ladear a filhos de lambaris em escolas públicas; e se os políticos acharem que o ensino não convém aos seus, invista no sistema e desenvolva-o como um todo, e não divida a nação numa “apartheid intelectual” por razões políticas, ou burrices pessoais.
Por que o pobre tem que ter um “ensino faz de contas”, enquanto o rico e o filho do “esperto” têm um ensino moderníssimo?
E o mercado de trabalho como incorpora, ao fim de tudo aquela força produtiva? Existem Exceções? Não, não existem; e só os melhores sobrevivem.
E, se lá no fim não existem exceções, logo, elas não poderão existir aqui.
É exatamente isso que o Senador Cristovam busca: “SANAR ESSA INJUSTIÇA NO ENSINO” e, ao mesmo tempo, proferir um sonoro basta a este nefasto, corrosivo, desleal e inconveniente “APARTHEID INTELECTUAL BRASILEIRO”.
Por isso não se acanhe e acesse “rapidamente” o site no endereço abaixo, ajudando a fazer uma justiça igual para “todos os filhos dos brasileiros”.
EM TEMPO:
Não sou político e nem filhado a partido algum, mas sou um homem capaz da reconhecer quando um político tem conteúdo. Por isso o meu louvor ao Senador Cristovam Buarque. A nação está tão carente que a anestesia nos impede levantar a cabeça para aplaudir o que é raro: o brilhantismo. O povo prefere seguir ao populismo mau caráter, com oratórias explosivas, promessa incumpríveis e esmolas, a ter paciência de esperar que o dia clareie.